
Foi interessante observar políticos e empresários portugueses e europeus em Sintra, sem gravata e à vontade, a discutir calmamente o melhor remédio para esta recessão mundial, que parece não querer acabar tão cedo.
É óbvio que é preciso tomar decisões, pesadas, aliviar a banca do fardo que carrega e ajudar as empresas e as famílias a voltar a consumir, para que a tal recessão não se instale definitivamente.
Estas macro medidas, tomadas em conjunto por todos os estados membros da União, estão ao nível destes ilustríssimos cavalheiros.
Já tínhamos visto os G-20 a jantar, bebendo grandes (leia-se muito caros, muito caros mesmo) vinhos, mostrando ao mundo que mais vale morrer de barriga cheia do que com ela vazia. Verdade, mas apenas para quem pode.
Ver esta gente principescamente paga, do alto dos seus poisos doirados, alvitrando coisa séria que interfere com a vida do comum mortal é irónico. E a ironia está no facto de, nem estes cavalheiros, nem nenhum dos seus assistentes, nem nenhum dos assistentes dos assistentes, fazer a mais pequena ideia do que é viver a vida do homem normal. Mesmo que a empregada lá de casa seja hispânica ou africana e esteja ilegalmente no país.
O que esta gentinha não sabe é que há vida para além do voto. Há quem tenha que viver nos intervalos das eleições, nos intervalos das crises e nos intervalos das cavaladas e irresponsabilidades de suas altíssimas majestades.
Se estes cavalheiros tivessem outro tipo de conhecimento prático da vida do homem normal, jamais esta e quiçá outras crises teriam acontecido.
Se, por um momento, a George Bush fosse pedido para decidir se estafa o plafond da conta ordenado para ir ao dentista ou se continua com aquele mau hálito que fede e assegura a paparoca lá para casa, este perceberia imediatamente a lucidez com que o homem normal tem que viver.
O homem normal nasce, vive e morre para pagar contas, votar nestes cavalheiros e assegurar que os seus filhos terão futuro igual, assegurando aos filhos destes ilustres bichos um futuro igual aos dos seus inteligentíssimos papás.
A grande treta da igualdade de oportunidades, por oposição à igualdade imposta pelo comunismo, nunca passou de uma miragem e, tal como esta última, não passa de uma balela propagandística.
Estes camaradas liberais, impotentes, frouxos e sem qualquer sentido de responsabilidade, continuam convencidos que o caminho é o capitalismo, apenas e só porque os capitalistas são eles, os seus amigos influentes e a corja que rodeia esta vilanagem. Como são legitimados pelo homem normal, que continua burro, tudo faz sentido e é perfeitamente democrático.
O homem normal, quando perde a cabeça e passa um cheque careca para pagar a prestação do carrito, está tramado porque cometeu um crime. Não tem qualquer atenuante porque precisa do carro para trabalhar, para levar o puto à escola e nem mesmo porque ajudou a engordar os camaradas do petróleo vê a sua pena reduzida.
Estes políticos e estes empresários destroem bancos, enriquecem brutalmente, exigem que o estado (leia-se as contribuições do homem normal) seja usado para tapar o buraco gigantesco que cavaram, tudo em nome da economia real, aquela de que o homem normal precisa para alimentar o puto e pagar o popó. Tudo a bem da humanidade.
Se o homem normal quiser continuar burro, a ordem que existe manter-se-á, solidificará e o futuro será ainda mais incerto para ele.
Se o Homem Normal quiser sair do seu invólucro de burrice e gritar bem alto as suas razões, estes chicos-espertos que se gostam de coçar sujam os slips, desculpem, as cuecas, e fogem.
Para longe.
É óbvio que é preciso tomar decisões, pesadas, aliviar a banca do fardo que carrega e ajudar as empresas e as famílias a voltar a consumir, para que a tal recessão não se instale definitivamente.
Estas macro medidas, tomadas em conjunto por todos os estados membros da União, estão ao nível destes ilustríssimos cavalheiros.
Já tínhamos visto os G-20 a jantar, bebendo grandes (leia-se muito caros, muito caros mesmo) vinhos, mostrando ao mundo que mais vale morrer de barriga cheia do que com ela vazia. Verdade, mas apenas para quem pode.
Ver esta gente principescamente paga, do alto dos seus poisos doirados, alvitrando coisa séria que interfere com a vida do comum mortal é irónico. E a ironia está no facto de, nem estes cavalheiros, nem nenhum dos seus assistentes, nem nenhum dos assistentes dos assistentes, fazer a mais pequena ideia do que é viver a vida do homem normal. Mesmo que a empregada lá de casa seja hispânica ou africana e esteja ilegalmente no país.
O que esta gentinha não sabe é que há vida para além do voto. Há quem tenha que viver nos intervalos das eleições, nos intervalos das crises e nos intervalos das cavaladas e irresponsabilidades de suas altíssimas majestades.
Se estes cavalheiros tivessem outro tipo de conhecimento prático da vida do homem normal, jamais esta e quiçá outras crises teriam acontecido.
Se, por um momento, a George Bush fosse pedido para decidir se estafa o plafond da conta ordenado para ir ao dentista ou se continua com aquele mau hálito que fede e assegura a paparoca lá para casa, este perceberia imediatamente a lucidez com que o homem normal tem que viver.
O homem normal nasce, vive e morre para pagar contas, votar nestes cavalheiros e assegurar que os seus filhos terão futuro igual, assegurando aos filhos destes ilustres bichos um futuro igual aos dos seus inteligentíssimos papás.
A grande treta da igualdade de oportunidades, por oposição à igualdade imposta pelo comunismo, nunca passou de uma miragem e, tal como esta última, não passa de uma balela propagandística.
Estes camaradas liberais, impotentes, frouxos e sem qualquer sentido de responsabilidade, continuam convencidos que o caminho é o capitalismo, apenas e só porque os capitalistas são eles, os seus amigos influentes e a corja que rodeia esta vilanagem. Como são legitimados pelo homem normal, que continua burro, tudo faz sentido e é perfeitamente democrático.
O homem normal, quando perde a cabeça e passa um cheque careca para pagar a prestação do carrito, está tramado porque cometeu um crime. Não tem qualquer atenuante porque precisa do carro para trabalhar, para levar o puto à escola e nem mesmo porque ajudou a engordar os camaradas do petróleo vê a sua pena reduzida.
Estes políticos e estes empresários destroem bancos, enriquecem brutalmente, exigem que o estado (leia-se as contribuições do homem normal) seja usado para tapar o buraco gigantesco que cavaram, tudo em nome da economia real, aquela de que o homem normal precisa para alimentar o puto e pagar o popó. Tudo a bem da humanidade.
Se o homem normal quiser continuar burro, a ordem que existe manter-se-á, solidificará e o futuro será ainda mais incerto para ele.
Se o Homem Normal quiser sair do seu invólucro de burrice e gritar bem alto as suas razões, estes chicos-espertos que se gostam de coçar sujam os slips, desculpem, as cuecas, e fogem.
Para longe.
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